A situação patrimonial dos dois candidatos a Primeiro-Ministro de Portugal, nas próximas eleições, esteve em análise no Correio da Manhã.
Tiveram acesso às declarações de rendimentos do ano de 2009 apresentadas no Tribunal Constitucional e concluíram que José Sócrates, por ter uma vida política activa desde 1986, tem vários rendimentos presentes no Tribunal Constitucional, enquanto que Pedro Passos Coelho apenas tem duas, sendo que uma delas (em 1995) aconteceu enquanto era ainda estudante, pelo que não declarou rendimentos.
No final de 2010, José Sócrates tinha uma situação patrimonial confortável. Exercendo o cargo de Primeiro-Ministro, ganhou 106.781 euros, no ano de 2009, não declarando, no entanto, qualquer sinal de débito o que significa que o apartamento localizado na Rua Brancaamp já se encontra pago. Igualmente pagos estão dois créditos pessoais, no valor de 45.225 euros, contraídos pela Caixa Geral de Depósitos.
Pedro Passos Coelho entregou a sua declaração de rendimentos em 2010 já como presidente do PSD e apresentando uma situação diferente da de José Sócrates. Como administrador da empresa Fomentinvest declarou ganhar 96.391 euros em 2009. Tem dois débitos bancários contraídos, um no BCP e outro na CGD, no total de 277.782 euros. É proprietário de dois apartamentos na zona de Massamá.
As diferenças não ficam por aqui: Sócrates, para além de viver no centro de Lisboa, a nível particular, é proprietário de um Mercedes-Benz, de alta gama. Já Pedro Passos Coelho é proprietário apenas de um modesto Opel Corsa e tem residência em Massamá.
Estas visões são díspares e servem para dar a conhecer de perto a situação económica de quem nos pode vir a governar. No caso de Sócrates será uma repetição, e no caso de Passos Coelho um deslumbramento de uma vida que nunca teve. Serão estes os homens certos, no lugar certo e na altura certa?
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