No último parágrafo deste artigo, Munchau dedica-o ao Primeiro-Ministro cessante José Sócrates, criticando duramente a sua "exibição" em frente às câmaras na semana passada: "O seu anúncio, na semana passada, foi um alerta trágico-cómico da crise. Com o país à beira da extinção financeira, foi à televisão nacional orgulhar-se de ter garantido um acordo melhor do que a Grécia e a Irlanda. Além disso, garantiu que o entendimento não seria muito doloroso. Quando os detalhes foram conhecidos, poucos dias depois, percebeu-se que nada disso era verdade. O pacote contém cortes de custos severos, congela os salários da função pública e as pensões, aumenta os impostos e prevê uma recessão profunda nos próximos dois anos".
Gostaria de saber se esta opinião é generalizada noutros países da União Europeia? Gostaria de saber se existe esta visão patética da política portuguesa e dos seus representantes, lá fora? Porque se a resposta é sim, então a situação é mais grave e impactante que aquilo que qualquer um de nós pensa, pois a nossa visão no exterior conta, e muito, para o crescimento ou a total estagnação da economia portuguesa, quer ela tenha ajuda exterior ou não, o que neste caso até é indiferente.
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