Qualquer que seja a cor do partido que vencer as próximas Eleições, iremos ter, inevitavelmente, um Governo recheado de coligações e acordos eleitorais. Não porque os portugueses assim o ditaram, mas porque os políticos assim o decidiram.
Vai ser uma coligação forçada por aqueles que não a querem fazer e por outros que queriam o poder por absoluto e não os deixaram.
Iremos ter um Passos Coelho ou um Sócrates (de novo...) mas daí não deveremos desviar-nos muito mais. Um único partido pode aspirar a algo mais: o CDS. Com isto não quero dizer que seja positivo haver um único partido capaz de albergar votos suficientes para entrar nalgum tipo de diálogo e de coligações que, raras excepções, não resultam ou resultam mal.
O grande dilema dos eleitores vai ser decidir se existe alguém capaz de "revolucionar" sem manifestações ou greves. Alguém capaz de gerar "rupturas" sem implodir um país até à sua bancarrota. E, verdade seja dita, se não há dinheiro para fazer cantar o cego, porque é que haveria de haver para criar revoluções e rupturas históricas num país em que as tradições estão enraízadas na sociedade. Penso que a alternativa passa sempre por realizar essas rupturas moderadamente, sem oscilações de maior, para não provocar um tsunami político-social que pode surgir de qualquer sector social, empresarial, político ou económico deste país.
Mas pergunto eu se o facto de não haver dinheiro para nada não é sintoma de que estamos já a viver uma qualquer fase revolucionária? Porque tendo em conta as últimas décadas, tenho a sensação de que vivemos, até agora, em total abundância de meios e a passividade dominou Portugal de uma ponta à outra das classes sociais deste país.
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