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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Contribuir, para quê?

O governo vai extinguir o chamado "Comité de Estratégia" da Empresa Pública CTT Correios de Portugal. Este Comité foi descoberto pela Comissão de Trabalhadores e relatado este facto à Inspecção-Geral das Finanças, ao primeiro-ministro e ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações apontando para uma gestão danosa por parte da administração dos Correios. A liderança deste Comité era feita pelo ex-Presidente da instituição, Luís Nazaré.

A extinção deste Organismo vai permitir ao accionista, neste caso o Estado, poupar mais de 130 mil euros por ano, o que representa 15% da remuneração anual fixa dos órgãos sociais da Empresa CTT: "...Parece-nos haver fundamentação suficiente que justifique a extinção do comité de estratégia dos CTT", revela um documento assinado, nada mais nada menos que pelo ex-Secretário de Estado Paulo Campos, envolvido em escândalos recentes junto desta empresa como o branqueamento de um CV por parte de um administrador e da introdução de vários amigos/colegas na mesma instituição.

Este comité de estratégia foi criado em Julho de 2008 - altura em que Luís Nazaré deixou a Administração da empresa, dando lugar a Estanislau Mata da Costa n(entretanto já demissionário) - e é composto por um Presidente e dois Vogais. O primeiro recebe um vencimento de 3.565 euros por mês e cada um dos vogais ganha 2.860 euros.

A decisão de extinguir este comité teve por base as conclusões da auditoria realizada pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) que indicavam que deveria "ser equacionada a reestruturação orgânica dos CTT, em linha com a orientação expressa na resolução de Conselho de Ministros de 4 de Janeiro que prevê a redução de 20% do número dos membros dos órgãos de administração, chefias e estruturas de direcção. Essa racionalização evitaria a duplicação de funções e o acréscimo de custos dela decorrente". Esse relatório vai, ainda, mais longe e propõe a extinção do tal Comité de Estratégia "...no âmbito das medidas tendentes a uma redução dos custos operacionais da empresa e no âmbito das orientações estratégicas definidas para 2011".

Esta auditoria realizada pela DGTF pretendia analisar as funções deste organismo e verificar se o mesmo se encontrava sustentado em critérios de economia, eficiência e eficácia. Contudo, a auditoria concluiu que, tendo em conta os dados disponibilizados pela empresa, não foi possível "retirar conclusões quanto às vantagens ou não da existência do Comité de Estratégia e quanto à justificação do seu custo".

Apesar de reconhecer a importância dos temas que este organismo iria abordar - analisar novos projectos de internacionalização (Angola), criação de um modelo de negócio para os serviços financeiros em alternativa ao banco postal (novo modelo institucional sem licença bancária) e desenvolvimento de um modelo orgânico e operacional para a futura unidade de serviços partilhados - a auditoria admite que pode existir duplicação de funções na empresa do Estado, já que os CTT contam também como uma direcção de estratégia e desenvolvimento.

Os Correios dizem, no entanto, que "as funções desenvolvidas por cada uma destas estruturas são distintas e visam objectivos substancialmente diferentes, não se verificando qualquer sobreposição de funções".

Fonte: Jornal I

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nobre agora é Nobríssimo!

Hoje fomos recebidos com a notícia que dá conta da renúncia de Fernando Nobre ao cargo de Deputado.
Como já vem sendo hábito neste senhor, o dom da palavra não é o seu forte e resolveu escrever, por carta, a sua renúncia à Assembleia da República, sem sequer informar o grupo parlamentar que lhe deu assento, o PSD.
Após ter falhado por duas vezes a eleição de Presidente da Assembleia da República, no último dia 05 de Junho, o candidato aparece, agora, confirmar o que já tinha dita anteriormente em campanha eleitoral pelo, então, candidato a Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho. Na altura, Fernando Nobre causou polémica ao afirmar que renunciaria ao cargo de Deputado se não vencesse a eleição para Presidente da Assembleia.
Assim dito, assim feito. Estranho não é a acção em si, estranho é ver um homem que já jurou tanta coisa e nada cumpriu. Por uma vez, não dá o dito por não dito, por uma vez, agradeço que cumpra a sua palavra de honra.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os Podres Aparecem.

Mário Machado, dirigente da Frente Nacional, garante ter em seu poder documentos que comprovam o favorecimento da Família Sócrates nos casos do Freeport de Alcochete e da Cova da Beira.


Machado encontra-se, actualmente, a cumprir pena de prisão no Estabelecimento Prisional de Monsanto e foi inquirido como testemunha arrolada pelo DCIAP atestando a veracidade dos ditos documentos, embora não tenha podido se pronunciar sobre o conteúdo do ponto de vista técnico.


Segundo o advogado de Mário Machado, este inquérito foi desencadeado após Rui Dias, no seu depoimento no Tribunal de Loures, em 2009, ter afirmado que Mário Machado e mais seis arguidos estavam a ser julgados por associação criminosa, extorsão, sequestro e outros crimes por terem em seu poder documentos de fluxos financeiros que, alegadamente, envolvem familiares do primeiro-ministro cessante, José Sócrates, nos processos Freeport e Cova da Beira.
Rui Dias, que também hoje presta declarações no DCIAP, disse em tribunal que tem documentos que referem o desvio de 383 milhões de euros, envolvendo o tio, o primo e a mãe de José Sócrates.
Será que vamos ter um Ex-Primeiro-Ministro num banco dos réus de um Tribunal? Começa a novela e os próximos capítulos prometem ser bem quentes...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Palmas, meus senhores, palmas.

A primeira decisão deste novo Governo será a criação de um Organismo independente do Estado capaz de repor alguma confiança em Portugal relativamente aos mercados internacionais, através de uma transparente análise à execução orçamental do Estado Português.


Segundo informação da TSF, este Organismo seria criada pelo Banco de Portugal, pelo Tribunal de Contas e por uma série de personalidades independentes (portuguesas e estrangeiras). Este Organismo seria responsável, igualmente, de controlar as finanças de todas as empresas públicas e das autarquias a nível nacional.

sábado, 28 de maio de 2011

E num Sábado qualquer...

Hoje acordo e dou com a notícia da morte de Gil Scott-Heron. Pai e padrinho do soul, e do jazz "político", que tanto me ajudou a perceber um país como os Estados-Unidos e as suas lutas cívicas, as suas convulsões económicas e as suas mudanças sociais aceleradas. Tudo isto, Scott-Heron foi mestre em capturar e satirizar num país cheio de contradições mas cheio de esperança e força.
Foi um dos músicos mais inspiradores. Um dos letristas mais dotados e simplistas na sua forma directa de aliar a música a letras de cariz politico-social. Um autêntico Bob Dylan negro, mas mais directo.
Tive o azar de o "conhecer" apenas há alguns anos para cá. Fiz dele a minha banda sonora, pelo menos uma vez por semana. E as ideias, as frases e os conceitos ficaram comigo, entre batalhas verbais e discursos corrosivos sobre esta sociedade que ajudamos, todos os dias, a crescer. Triste dia este, que morre um ícone que só amanhã será, devidamente, reconhecido.

Mas hoje, Sábado, acordo também, com a sensação de ter visto, ontem à noite, um dos filmes que irá, inevitavelmente, marcar a minha vida. Um filme que, sem sequer ainda existir, já vivia na minha mente há muitos anos. O filme é "The Tree of Life" e o realizador é o grande Terence Malick.
Filme que se vive como uma experiência tremendamente pessoal e intransmissível. Um filme que, por mais que se tente, não se consegue explicar, resumir ou definir. Nenhum cineasta filma como ele e o filme transforma-se numa narrativa experimental ao nível das nossas sensações em relação a uma série de temas recorrentes da filosofia moderna: porque é que estamos aqui? É apenas uma das questões levantadas e que, algumas pessoas, poderão ver a resposta em "The Tree of Life".

E por último, a notícia que hoje marca o dia. A uma semana de irmos a eleições, PSD e PS voltam a cruzar caminhos e encontram-se, exactamente, no mesmo sítio do que quando iniciaram esta caminhada eleitoral: num empate técnico sem razão e sem sentido, num país que recusa a mudança mas que ignora o passado. Triste sina e triste fado que se arrasta por esta gente que aqui anda...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O que os 3 amigos não viram.



Bela reportagem em volta da campanha do PS em Cuba, no Alentejo. Tudo desnecessário. Tudo uma perda de tempo e um gasto de dinheiro público. Que triste é ver a reacção efusiva de uns contrastando com a apatia e a resignação de outros. É o retrato de Portugal e da atitude derrotista, tão característica nossa.

A vida dos Políticos em Portugal.

A situação patrimonial dos dois candidatos a Primeiro-Ministro de Portugal, nas próximas eleições, esteve em análise no Correio da Manhã.


Tiveram acesso às declarações de rendimentos do ano de 2009 apresentadas no Tribunal Constitucional e concluíram que José Sócrates, por ter uma vida política activa desde 1986, tem vários rendimentos presentes no Tribunal Constitucional, enquanto que Pedro Passos Coelho apenas tem duas, sendo que uma delas (em 1995) aconteceu enquanto era ainda estudante, pelo que não declarou rendimentos.


No final de 2010, José Sócrates tinha uma situação patrimonial confortável. Exercendo o cargo de Primeiro-Ministro, ganhou 106.781 euros, no ano de 2009, não declarando, no entanto, qualquer sinal de débito o que significa que o apartamento localizado na Rua Brancaamp já se encontra pago. Igualmente pagos estão dois créditos pessoais, no valor de 45.225 euros, contraídos pela Caixa Geral de Depósitos.

Pedro Passos Coelho entregou a sua declaração de rendimentos em 2010 já como presidente do PSD e apresentando uma situação diferente da de José Sócrates. Como administrador da empresa Fomentinvest declarou ganhar 96.391 euros em 2009. Tem dois débitos bancários contraídos, um no BCP e outro na CGD, no total de 277.782 euros. É proprietário de dois apartamentos na zona de Massamá.


As diferenças não ficam por aqui: Sócrates, para além de viver no centro de Lisboa, a nível particular, é proprietário de um Mercedes-Benz, de alta gama. Já Pedro Passos Coelho é proprietário apenas de um modesto Opel Corsa e tem residência em Massamá.


Estas visões são díspares e servem para dar a conhecer de perto a situação económica de quem nos pode vir a governar. No caso de Sócrates será uma repetição, e no caso de Passos Coelho um deslumbramento de uma vida que nunca teve. Serão estes os homens certos, no lugar certo e na altura certa?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nova Ágora em Madrid.

Há já alguns dias que isto vem a acontecer e já há alguns meses que se vinha a prever.

Em Madrid, a escassos metros do Congresso dos Deputados, existe um outro Congresso em co-existência. Vários cidadãos decidiram criar um novo Parlamento no meio da rua. Em vez de filas de cadeiras repletas de deputados existem metros quadrados de pavimento ocupados por protestantes liderados por um "Presidente" que serve de moderador.
Este moderador serve de incentivo e de ouvinte de uma série de propostas. Vai anotando cada uma delas num bloco e, antes de passar à próxima, decide fazer um resumo da mesma. Existem 24 pontos abertos a propostas que, com o simples levantar de um braço, podem ser ouvidas. Existem várias comissões espalhadas pela Puerta del Sol, especializadas em áreas tão distintas como a Comunicação, as Infra-Estruturas ou a área Alimentar. E cada uma destas comissões estão localizadas em tendas de campismo. É a nova Ágora da Puerta del Sol. Os cidadãos falam dos temas em dia, com conversas umas mais amenas que outras, mas sempre com a participação civil no centro do tema.
Consideram injustas as regras aplicadas durante este Governo PSOE como a "Ley Sinde" (Ley de la Economia Sostenible - que, em resumo, é a lei que dá direito ao Ministério da Cultura da actual Ministra Ángeles Gonzales-Sinde, de encerrar páginas web que exponham os direitos de propriedade intelectual através de denúncias de particulares, de cantores, de uma discográfica, de uma televisão ou dos seus representantes legais, e sem qualquer intervenção jurídica, decidir no prazo de 3 dias, através de uma Comissão da Propriedade Intelectual, encerrar a página de internet visada).
Consideram injustas as regras aplicadas durante este Governo PSOE como a "Ley de Extrajeria", que aborda questões debativéis e polémicas como a impossibilidade de expulsar de Espanha qualquer emigrante que tenha algum filho inscrito numa escola pública, mesmo que este esteja em situação ilegal.
E todas esta "injustiças" são proclamadas através da praça por um megafone que debita ideias e alimenta polémicas.
"Temos que acabar com o apoio estatal à Igreja", diz uma mulher de um lado. "Devemos ajudar as famílias desalojadas e não os bancos", diz um homem do outro. E durante uma hora e meia, este moderador vai juntando estas ideias de modo a perceber o consenso das pessoas em relação a cada tema.

A manifestação deu-se no 15 de Maio e reuniu milhares de pessoas por Madrid. E a "nossa" manifestação da "Geração Rasca" serviu de mote. As pessoas indignadas com a situação económica, social e política em Espanha resolveram manifestar-se e decidiram criar este micromundo no seio da capital espanhola. Organizaram-se para garantir as necessidades básicas e, em seguida, começaram a articular um discurso possível de ser explicado à Sociedade Civil onde se expoem uma queixa global e generalizada contra as carências do sistema democrático vigente em Espanha. Tratou-se de criar um fio conductor capaz de aglutinar o amplo e heterogéneo número de pessoas que fazem parte deste movimento espontâneo. Um movimento que, para além das pessoas presentes na praça, junta agora o espírito colectivo de desencanto global de uma parte substancial da população. O movimento enche-se de apoios e três vezes ao dia existem assembleias públicas de debate.
Sábado vai-se dar uma última manifestação de reflexão. Um dia antes das eleições para o Ayuntamiento de Madrid. Na Segunda-feira, provavelmente, Zapatero terá que receber este jovens para os ouvir e oscultar a verdeira queixa da população manifestante.

Nas assembleias de ontem deram o seu apoio a uma série de propostas que, sumadas às sugestões que as pessoas iam deixando em várias caixas distribuídas pela praça, formarão a base do que se irá submeter a votação , criando um manifesto repleto de ideias e sugestões concretas. Aqui estão algumas:

- Abolir as leis injustas. Suprimir e substituir decretos como a Ley Sinde, o Tratado de Bolonha, a lei da emigração, a lei dos partidos ou a lei eleitoral. Todas as leis, denominadas, importantes, devem ser precedidas de um referendo democrático e popular.

- Fazer um referendo para votar e escolher entre a Monarquia e a República, enquanto alguns defendem o total desprendimento constitucional da Casa Real com a República vigente.

- Reformas fiscais que favoreçam as classes sociais mais baixas. Que pague quem mais tem e que o IVA seja um imposto progressivo. Para além destas medidas, pedem ainda que se nacionalize os Bancos que foram resgatados.

- Favorecer o transporte público criando uma rede de corredores para bicicletas e criando descontos nos passes para desempregados.

- Reformas nas condições laborais da classe política. Defendem a supressão dos ordenados vitalícios, a implementação do número de políticas e leis a concluir em cada mandado, listas eleitorais "limpas" e livres de deputados sem qualquer caso de corrupção política

- Desvinculação da participação do Estado na Igreja. A religião deve ser circunscrita a algo intímo bem como os juízes que se devem manter afastados da vida política.

- Democracia participativa e directa. Apostar por um funcionamento da assembleia com base nos seus cidadãos (bairros e freguesias) com apoio e divulgação na Internet e nas novas tecnologias.

- Melhorar e regular as condições laborais. Acabar com a precariedade salarial e o abuso do trabalho realizado por alunos com bolsas de estudo, estabelecendo um salário mínimo de 1.200 euros, com a garantia do Estado na procura de emprego e igualdade salarial.

- Encerrar imediatamente as centrais nucleares espalhadas pelo país e apoiar a economia das energias sustentáveis.

- Recuperação das empresas públicas que sofreram privatizações.

- Redução no gasto com os militares, encerrando fábricas de armamento e recusando qualquer intervenção militar no estrangeiro.

- Recuperar a "Memória Histórica" condenando qualquer uso do Franquismo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Merkel errou.

A Chanceler alemã atacou ontem os países do sul da Europa, referindo que tinham dias de férias a mais e que a idade da reforma era excessivamente baixa. Ora a senhora Merkel, que tem fama de ser metediça esqueceu-se que os números referem uma história diferente. Bem diferente. E se ao nível da produtividade pode-se discutir com os alemães, ao nível do número de horas de trabalho por semana é totalmente injusta estas afirmações difamatórias. Até porque a Alemanha, dentro da zona Euro, é apenas a segunda nação com mais horas de trabalho (35,7) enquanto que Portugal é o quarto país onde se trabalha mais (38,9). Á nossa frente apenas se situam a Eslovénia, a Eslováquia e, curiosamente, a Grécia com 42,5.


Há que ser cuidadoso e ter algum tento na língua, porque deitar abaixo uma nação já de rastos é das tarefas mais simples que há. E dizer que em Portugal é só sol e praia e que o trabalho fica para segundo plano é de uma injustiça tal que é o mesmo que nós dizermos que na Alemanha eles trabalham a correr para poderem sair cedo para ir ao Festival da Cerveja enquanto têm luz do dia. Haja quem nos defenda.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Acertou na "mouche".

Manuel Maria Carrilho diz o seguinte sobre a polémica lançada sobre Passos Coelho acerca do Programa "Novas Oportunidades":


"...Em termos de aprendizagens, José Sócrates gosta muito de processos instantâneos, até pelo seu percurso pessoal, eu sinto que ele tem uma certa tendência para apadrinhar o fast-food educativo."

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Este Homem anda aos Papéis!

Eduado Catroga levantou a questão principal do dia: Pintelhos ou Pentelhos?

Depois de uma semana atípica para este senhor, onde incluímos o engano no Fórum da TSF, na segunda-feira de manhã, onde defendia a reestruturação do IVA, passando alguns produtos para taxas superiores do IVA dando como exemplo “a cerveja que não deve estar na taxa reduzida”. O pior é que a Cerveja é um produto que já paga taxa máxima de 23%, o que obrigou o economista a esclarecer ao Económico que "foi um Lapsus Linguae”, pois “estava a pensar no vinho”, enquanto produto para subir de escalão.

Em seguida foi uma entrevista concedida ao Jornal de Negócios, na Terça-Feira, em que afirmava que “deve-se caminhar para apenas duas taxas” no IVA, lembrando numa entrevista posterior ao Público que foi António Guterres quem criou a taxa intermédia deste imposto e chegando mesmo a questionar: “a taxa intermédia serve para quê? Há aqui um grande potencial de aumento da receita”. A discussão em torno deste tema é politicamente delicada, pois discute-se como é que o PSD propõe compensar a redução da taxa social única já a partir de Janeiro de 2012.

Horas depois, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu que é ele quem toma as decisões políticas e que é “absolutamente falso” que os social-democratas queiram terminar com a taxa intermédia. A opinião de Catroga é apenas técnica, justificaram os assessores do partido, mas a máquina do PS não deixou escapar a diferença de opinião para lançar a suspeição de que o PSD poderá avançar com um substancial aumento de impostos no pós-eleições.

Já na quarta-feira concede uma entrevista o Público em que compara José Sócrates a Adolph Hitler, ao responder a uma pergunta sobre as sondagens. “O Hitler tinha o povo atrás de si até à derrocada, até à fase final da guerra. Faz parte das características dos demagogos conseguirem arrastar multidões. José Sócrates, honra lhe seja feita, é um grande actor, um mentiroso compulsivo, que vive num mundo virtal em que só ele tem razão”. A reacção do PS foi enérgica, com lamentos de dramatização sobre a forma de fazer política.

Mas ainda há mais...

Em entrevista ao Jornal Económico, Eduardo Catroga abre o livro das críticas à Caixa Geral de Depósitos, acusando o banco público de não ser transparente e de ter uma gestão dependente do Governo e pouco profissional. Em resposta, hoje publicada pelo mesmo jornal, o conselho de administração liderado por Faria de Oliveira expressou “choque profundo” por estas declarações. “Não as esperávamos de tão conceituada figura pública. Terão sido infelizes, com considerações muito injustas e injustificadas, afectando uma instituição de referência, que se rege por critérios de ética, isenção, rigor e competência”, reagiu o banco através de comunicado.

Ontem à noite, em entrevista à SIC Notícias, Eduardo Catroga volta a surpreender, ao criticar os políticos e os jornalistas porque “em vez de andarem a discutir as grandes questões que podem mudar Portugal andam a discutir, passo a expressão, pentelhos”. A expressão está a dominar as conversas nas redes sociais esta manhã.

Apresentámos medidas das mais importantes que foram apresentadas neste país. Pois ninguém discute. O PS não tem programa, anda-se a agarrar, quando o próprio PS assinou a redução da taxa social única”, lamentou na estação televisiva o coordenador do programa eleitoral social-democrata, depois de um dia em que várias vozes socialistas criticaram a proposta do PSD, que afinal está também no memorando assinado pelo governo com a troika.

Na mesma entrevista, Catroga revela uma conversa que teve com Teixeira dos Santos antes das legislativas de 2009, afirmando que o ministro das Finanças tentou convencer José Sócrates a reduzir esta taxa em vez do IVA. "Esta foi uma primeira confissão de um verdadeiro economista. Uma segunda confissão foi que foi ele [Teixeira dos Santos] que sugeriu à OCDE aquilo que a OCDE sempre defendeu que é baixar a Taxa Social Única", disse Catroga na entrevista à SIC Notícias.

Enfim. O resultado final não é positivo e apenas a atitude é de louvar. Este à-vontade é incómodo para muita gente (incluíndo para mim...) e não há desculpa para este afrontar de ideias tão acertivas e conclusivas sem direito a ser interrogado ou questionado. Fica a sensação de "dejá-vu" e de não querer repetir erros do passado com este senhor. Fica a sensação que os melhores anos da sua carreira ficaram para trás e que há que enfrentar o futuro com outras pessoas. O passado do PSD está na imagem deste senhor. O futuro logo se verá.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Será que alguém vai ler?

Foi publicado, na semana passada, no Finantial Times, um artigo de opinião do cronista alemão, Wolfgang Munchau, um texto dedicado à forma como os responsáveis europeus têm lidado com a crise financeira que se alastra pela Europa.

No último parágrafo deste artigo, Munchau dedica-o ao Primeiro-Ministro cessante José Sócrates, criticando duramente a sua "exibição" em frente às câmaras na semana passada: "O seu anúncio, na semana passada, foi um alerta trágico-cómico da crise. Com o país à beira da extinção financeira, foi à televisão nacional orgulhar-se de ter garantido um acordo melhor do que a Grécia e a Irlanda. Além disso, garantiu que o entendimento não seria muito doloroso. Quando os detalhes foram conhecidos, poucos dias depois, percebeu-se que nada disso era verdade. O pacote contém cortes de custos severos, congela os salários da função pública e as pensões, aumenta os impostos e prevê uma recessão profunda nos próximos dois anos".


Gostaria de saber se esta opinião é generalizada noutros países da União Europeia? Gostaria de saber se existe esta visão patética da política portuguesa e dos seus representantes, lá fora? Porque se a resposta é sim, então a situação é mais grave e impactante que aquilo que qualquer um de nós pensa, pois a nossa visão no exterior conta, e muito, para o crescimento ou a total estagnação da economia portuguesa, quer ela tenha ajuda exterior ou não, o que neste caso até é indiferente.



terça-feira, 3 de maio de 2011

A Lei do Trabalho.

Dando seguimento a estes temas que venho desenvolvendo de questões laborais na Função Pública, aparece hoje uma notícia no Jornal Público acerca da ameaça às chefias realizada pelo Presidente da Câmara de Faro, Macário Correia.

Iniciou uma guerra à burocracia que, diz, existir nas chefias da Câmara, instaurando quatro processos disciplinares a quatro funcionários que, segundo o próprio, não estão a tomar as medidas adequadas para acelarar os processos burocráticos da instituição em causa.
Estas ameaças parecem ter funcionando como coacção para alguns funcionários acelararem e despacharem os processos que têm em mãos (mais de 3000 em atraso) mas alguns outros não.
O autarca do PSD admite que um documento pode levar "semanas ou meses a despachar, mas nunca ficar anos sem resposta". Os processos de inquérito foram abertos por manifesta falta de zelo e irresponsabilidade.

Historicamente, já não é a primeira vez que o autarca tenta este tipo de manobras para aumentar a produtividade da instituição que preside. Em Tavira, onde foi igualmente, Presidente da Câmara tinha tentado esta mesma abordagem, no entanto, sem sucesso chegando a declarar que "a lei é corporativa e defende a incompetência".
Agora na Câmara de Faro diz que já detectou cerca de 50 funcionários que "...não fazem mais nada do que receber o ordenado".

Perante esta situação apenas posso levantar-me e bater palmas pela coragem e pelo despertar que sinto, mais que nunca, ser necessário levar a cabo em Empresas e Instituições Públicas. Falta empenho e vontade para as chefias tomarem este tipo de atitudes com quem mais as merece.

E Macário Correia acaba dizendo: "tem de haver alguém a dar uma pancada forte para despertar, e quem se portou mal tem de comer. (...)Se não fizer nada, o regabofe continua".

Fica a pairar, no entanto, uma dúvida: será que estas medidas vão, inevitavelmente, resultar em despedimentos de funcionários da Função Pública, alegando Justa Causa? Ou será tudo uma medida exercida com o intuito de criar pressão sobre as ditas chefias? Há que perguntar a razão que leva a não meter um incompetente na rua, de facto.

Gosto e Apoio.

A Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Talento organizaram uma iniciativa em que convidaram os portugueses residentes no estrangeiro a divulgarem ideias para os desafios que Portugal atravessa agora e que virá a atravessar no futuro.
O concurso serve para desafiar a diáspora portuguesa a lançar ideias e formar equipa com portugueses residentes em Portugal para, em conjunto, lhes darem vida, transformando-as em projectos nas áreas da Inclusão Social, Envelhecimento, Ambiente e Sustentabilidade e Diálogo Intercultural.

Mais de 200 propostas foram analisadas e chegaram agora as 10 finalistas:

1. The Lisbon GreenLab Experience .
Surge da necessidade de espaços em Portugal que promovam a cultura do consumo sustentável, querendo fomentar o uso de bens e serviços -de impacto ambiental reduzido, socialmente justos e economicamente viáveis. Será um espaço de reutilização de objectos - através de nova concepção - design e venda. Nas nossas cidades, deparamo-nos com objectos volumosos deixados na rua pela população. Os Serviços Municipais recolhem e armazenam-nos, sem qualquer rentabilidade. O GreenLab quer estabelecer protocolos com Autarquias e ser parceiro na política de reutilização e reaproveitamento. Neste espaço de transformação e criatividade estarão profissionais especializados nas áreas técnica, gestão e design. O espaço será multidisciplinar com várias actividades que promovam a sua sustentabilidade: Transformação/Venda de Peças; Galeria; Espaço Lounge Café Mercearia Justo (Bio/FairTrade); Formações/Workshops (Educação Ambiental/Ecologia/Eco-Design); e ainda uma Horta Urbana.

2. Dê-me a Mão.
Criar uma rede de voluntariado, integrada com as redes já existentes nas grandes unidades hospitalares, que possa apoiar de forma personalizada, a vinda de idosos a consultas e tratamentos, acompanhando-os desde a chegada do transporte público até ao seu regresso.
A população mais idosa e carenciada de localidades interiores do país têm dificuldade de aceder a tratamentos e consultas nas grandes unidades hospitalares por falta de recursos financeiros que se agravam com a necessidade de um acompanhante que os oriente na cidade. Este apoio deveria ser integrado com as Ligas de Amigos já existentes na maioria dos hospitais, de forma a que o utente se sentisse acompanhado em todo o processo.

3. Reabilitação a Custo Zero.
A ideia consiste em criar uma organização sem fins lucrativos que ofereça a possibilidade a senhorios de prédios degradados de reabilitarem o seu imobiliário a custo zero. Para tal, os proprietários oferecem alojamento e alimentação a estudantes estrangeiros de arquitectura e engenharia que se voluntariam para conceber e concretizar a requalificação.
Os materiais e equipamentos necessários à realização das requalificações seriam doados como caridade à organização sem fins lucrativos de modo a serem deduzíveis dos impostos a pagar pelas empresas fornecedoras. Para além das contrapartidas financeiras, as empresas teriam também o seu nome associado a um projecto honroso e potencialmente de elevada exposição pública.
Por último, a supervisão técnica das obras resultaria de uma parceria com a Universidade. Os projectos de requalificação seriam casos de estudo em cursos de reabilitação de edifícios e assim sujeitos ao acompanhamento técnico por parte de professores e alunos especialistas.

4. Culinarium.
Tal como as crianças aprendem a ler, a escrever, a contar ou a fazer desporto na escola, o projeto CULINARIUM propõe que as crianças também devem aprender a cozinhar para terem uma dieta equilibrada e uma vida mais saudável.

O projeto CULINARIUM pretende por isso a criação de hortas e cozinhas biológicas em escolas portuguesas com a ajuda voluntária de avós reformados. Pois quem melhor do que os avós, que têm tempo, paciência, mas sobretudo hábitos alimentares mais saudáveis para iniciar as crianças às práticas agrícolas e à cozinha?

Fazer voltar os avós à escola é uma forma de fazer reviver a gastronomia tradicional e de lhes proporcionar uma ocupação útil, enquanto os seus netos descobrem os segredos e a importância duma gastronomia rica e equilibrada.

O projeto CULINARIUM procura assim reforçar os laços familiares, combatendo a obesidade e o envelhecimento da população portuguesa de uma forma sustentável.

5. Dou.pt
Com certeza já teve de deitar algo fora sentindo uma pontada de remorso por o objecto ainda reter alguma utilidade. Haveria decerto alguém a quem daria jeito, mas quem?

O dou.pt é a ideia para uma plataforma nacional de doação de objectos reutilizáveis onde qualquer cidadão, empresa ou organização pode afixar publicamente a intenção de se desfazer de artigos indesejados, permitindo solucionar uma maçada logística com um gesto de cidadania. Criando um canal entre quem se quer desfazer e quem quer receber, transforma-se o desperdício e acumulação de resíduos numa solução elegante de desenvolvimento e qualidade de vida.

Permite a transacção de objectos singulares ou múltiplos, pontual ou recorrentemente, tendo como principais impactos:
-Aproximar cidadãos, entidades e comunidades
-Promover a cidadania
-Despoletar a responsabilidade social individual e empresarial
-Melhoria de qualidade de vida
-Capacitação logística de IPSS
-Fomentar o desenvolvimento sustentável
-Proteger o ambiente

6. O Livro.
Livros de autores portugueses e estrangeiros seriam audíveis pela rádio em todo o País. As pessoas de terceira idade, que hoje em dia estão "embrutecidas" ao ver televisão praticamente diariamente, com este projecto teriam uma abismal melhoria de qualidade de vida.
Para este programa funcionar seria preciso uma rede de pessoas habilitadas a gravar a sua voz a ler um livro. Podemos ir buscar estudantes de línguas a todas as faculdades do Pais, gravar uma pequena biblioteca e pôr na radio em loop, organizado por um capitulo de um certo livro a uma hora especifica em cada dia da semana. Podemos levar esta biblioteca a todo o Pais com um sinal de radio. A Edição desta radio poderia ser feita por estudantes de áudio-visuais.
Estes livros seriam acessíveis a todos os portugueses sem distinções, melhoraria a cultura dum país que é conhecido mundialmente pelos seus escritores.

7.Super-M.
Vamos criar uma rede de apoio às famílias actuais, a quem as horas escasseiam e as actividades se multiplicam!
As Mulheres cada vez mais se dividem em múltiplas super-mulheres ao longo do seu dia, tentando ser profissionais dedicadas, mães extremosas, taxistas de filhos ocupados, cozinheiras gourmet, professoras de apoio, zeladoras da saúde da família, e conseguindo sorrir a todos os desafios a que estão constantemente sujeitas.
São também quem sofrem mais os efeitos da crise ao nível do emprego e por isso este projecto permitirá criar uma bolsa de emprego local feminino (full time/part time), disponibilizando, por sua vez, uma série de serviços a outras mulheres para que estas possam ter mais qualidade de vida e possam proporcionar a quem mais amam aquilo para que muitas vezes não têm tempo!
O objectivo é ter o apoio que faltava à criança, à família, ao Idoso e até aos animais de estimação.
A Super-M pretende ser um projecto para mulheres que sabem o que custa ser sempre Super!

8. Teco-Planner.
A existência de vários operadores em vários pontos do país faz com que planear uma viagem de porta-a-porta a nível nacional por transporte público seja uma tarefa quase impossível. Isto cria uma barreira à efectiva utilização de alternativas ao automóvel.
A proposta consiste no desenvolvimento de um calculador de itinerários nacional online semelhante aos utilizados para procura de voos. A ferramenta planeará através da morada e/ou código postal do ponto de partida e de chegada uma viagem porta-a-porta utilizando transportes públicos. Determinará ainda o tempo, a tarifa e o impacto ambiental (medido em emissões de CO2) das diferentes opções e a poupança em relação ao automóvel e eventualmente ao transporte aéreo de maneira a que o utilizador possa fazer uma escolha consciente. Será possibilitado ao utilizador pesquisar, entre outras, a viagem mais rápida, mais "verde" ou mais económica.

9. A Mercearia.
As mercearias constituem um referente da identidade nacional. O avanço das grandes superfícies provocou o seu declínio, que se agudizou com a incapacidade de se renovar em termos de imagem, produtos e interação com os clientes. As mercearias são sempre centrais (inclusive na periferia) e detêm um elevado poder de inclusão social: são também espaço de interações sociais.
A nossa proposta consiste numa estratégia de remodelação do funcionamento e imagem da mercearia portuguesa, com vista a preservar a sua herança cultural, reposicionar o seu valor no mercado e hábitos sociais e estimular o consumo de alimentos e produtos de origem local.
Estratégia: estabelecer cooperações entre mercearias para se tornarem mais competitivas,iniciar mecanismos de interação entre mercearias e outras tipologias vizinhas com sucesso junto do público, fomentar novas parcerias entre merceeiros e produtores locais, intervenção na imagem (arquitectónica, identidade corporativa)de três mercearias piloto.

10. Ensinar Primeiro.
A ideia que proponho visa resolver problemas relacionados com a educação em situações de precariedade e desfavorecimento social, através da transformação de estudantes licenciados com excepcional mérito, em professores e líderes inspiradores.

Este programa, ou projecto, visa atrair e escolher estudantes graduados, que normalmente não tencionariam seguir o ensino como escolha profissional e colocá-los em projectos pedagógicos em escolas com problemas sociais ou educacionais em Portugal. Ou seja, escolas onde grande parte dos alunos são provenientes de classes sociais desfavorecidas ou onde o nível dos resultados escolares obtidos são considerados baixos.
O programa teria como objectivo assegurar que os participantes maximizariam o sucesso escolar dos alunos, a curto prazo, e ao mesmo tempo assegurar que desenvolvam um conjunto de habilidades transferíveis que tenham impacto na resolução de problemas educacionais do país no futuro. Grande desafio para os jovens envolvidos.






domingo, 1 de maio de 2011

Nunca Fiando.

Basílio Horta, cabeça de lista do PS por Leiria, vai suspender funções no seu actual local de trabalho, o AICEP (aqui).

Uma atitude a salientar no meio de tanta demagogia e de tanta falta de vergonha dos políticos nacionais.

No entanto, apenas o fará pelo prazo de 30 dias. O que quer dizer que vai ficar dependente dos resultados eleitorais de 05 de Junho.
Mais uma vez, é pena ser sincero só por 30 dias, é como ser só "meio" honesto.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Belo Serviço.

Actualmente, os pais que queiram descontar despesas com os filhos têm que apresentar o número do Cartão do Cidadão dos filhos. Até aqui tuo bem, parece correcto. No entanto, a situação não se altera se o filho ou filha tiver apenas meses de vida. Pelo que os pais são obrigados a levar bébés de meses às higiénicas lojas do cidadão para, presencialmente, levantarem o Cartão de Cidadão que lhes corresponde.

Esta situação é rídicula e absurda. Mas há mais: se o bébé, em questão, não puder "comparecer" e levantar o seu Cartão, o pai ou a mãe apenas têm que assinar uma declaração insólita que autoriza os próprios pais (que, porventura, assinam as próprias procurações) a levantar o Cartão pelos seus filhos.

Nonsense Político

Esta questão das listas do PS e do PSD já está a perder interesse. Tanto é assim que devemos lembrar-nos que estas "listas" não são de todo importantes para as Eleições que se avizinham. Como se delas dependessem a crise que atravessamos ou a situação grave social que assistimos todos os dias nos Telejornais.

Mas quando se chega a este "nonsense" político paramos tudo e damos um passo atrás para ver com mais atenção os "freaks" que se avizinham chegar à frente nesta montra política que invade o nosso país.

Damos como exemplo o Partido Socialista. Nas suas listas temos personagens tão "adoráveis" como o ladrão de gravadores, o senhor Ricardo Gonçalves; o "amigo dos amigos" e homem de patuscadas e trapalhadas na função pública, o senhor Paulo Campos
(link); o já abordado "cabeça de ervilha" Telmo do Big Brother; o acusado "negociador de cargos", o senhor José Lello (link); e ainda o "vira-casacas" e "troca-tintas" que é o senhor Basílio Horta.

Com personagens deste calibre, até Fernando Nobre parece mais nobre e adequado para dirigir este "circo" político que se vai tornar a Assembleia da República.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vale a pena lutar pelo Engenheiro?

O PS agora é que se lembrou se "despedir" Teixeira dos Santos?
Vai tarde e a más horas, e da pior forma possível de o fazer, não incluíndo-o nas listas do partido. Triste destino ser amigo e fiel companheiro de guerra de José Sócrates.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Empate Técnico

Hoje acordei com uma sensação estranha. Uma sensação de "dejá vu". E fez-se luz quando resolvi acender o rádio. Ouvi a notícia que dava conta da primeira sondagem realizada pela Marktest, que resultava num empate técnico entre PS e PSD.


Para além desta terrível notícia, é de notar a queda livre que anda a sofrer Pedro Passos Coelho nos últimos tempos. Decisões erradas que já lhe custaram, pelo menos, 12 pontos percentuais nas sondagens. Tudo não passa de sondagens, números insignificantes mas que, tal como a questão dos ratings, servem para toldar a cabeça de tantos portugueses indecisos ou confusos pela situação que o país atravessa.


Isto, depois de ontem termos visto que 86% dos portugueses acham que a culpa da situação portuguesa é do Primeiro-Ministro em gestão, o Sr. José Sócrates.


Em que é que devemos confiar? Em que números nos podemos fiar? Será assim tão confusa a decisão de dia 05 de Junho? Será assim tão indecisa a população portuguesa votante? Dá-nos a entender que sim. Mas temos que ter, ainda, em conta, a percentagem elevada de indecisos: 36%.


A conclusão que tiro é que PSD não vai conseguir governar sozinho, com maioria absoluta. Vamos, uma vez mais, experimentar coligações e governos partidos ao meio. Decisões que ficam adiadas por falta de apoios e de aprovações. E tudo isto pode fazer travar o país numa situação política já de si tremida demais para um futuro que se avizinha incerto.


E aqui eu pergunto: não conseguem os portugueses olhar para a direita? Verão na direito o mesmo destino incerto que na esquerda? Pelos vistos sim. E a culpa disso tudo tem-na Passos Coelho, que a partir do momento em que sabia que iria a eleições, fez de tudo para errar e voltar a errar. Estudou e preparou-se com tempo para um cargo que até pode vir a ser seu, mas não da forma como ambicionava. Ninguém o apoia dentro do partido e isso é grave demais para ser ignorado. Essa mesma falta de apoio pode gerar uma derrota ou, então, uma vitória magra que levará a dificuldades que o PS pode aproveitar a cada oportunidade que lhe surgir pela frente.


E na maior ambição caí a maior nódoa. Passos Coelho deu tiros em ambos os pés e não pára de se mutilar. Não pára de errar e ninguém lhe diz para parar. E só tem um caminho, agora, que é o de levar avante as suas decisões e responsabilizar-se pelo que venha a acontecer. O mal está feito e lançado. Há que tomar as rédeas e deixar os outros remarem contra a maré poque a corrente, essa, é forte demais e pode obrigar o barco a voltar para trás.


A escolha de Fernando Nobre foi errada. Não o ideal mas o homem. A falta de apoios dentro do partido é preocupante. As mesmas pessoas que o elegeram, hoje viram-lhe as costas e deixam-no sozinho. E se isto acontece antes do Homem assumir qualquer poder ainda é mais preocupante. Pois, como se sabe, é comum ver um homem sozinho quando este está no poder e não quando quer chegar ao poder.


Ao mesmo tempo, o PS e em especial José Sócrates irão, certamente, ver as sondagens de hoje como uma bolha de ar fresco que os fará sobreviver algumas semanas mais. As constantes vitimizações já não funcionam e passaram ao ataque. Hoje soube-se da exclusão de Teixeira dos Santos das Listas do Partido. Fica de fora por opção do partido e isso só faz pensar que Sócrates parece estar a querer, à força, arranjar um bode expiatório, um culpado que saia pela porta pequena para outro ocupar o seu lugar quando Sócrates for, uma vez mais, re-eleito.


A situação complica-se e o meu voto de dia 5 divide-se. E na cabeça dos portugueses, como muitos já disseram, não pode estar uma sede de vingança a José Sócrates mas tem que estar, forçosamente, a ética e o bom senso de colocar a mão na consciência e pensar o que será melhor para o país e para nós próprios. O que será mais justo e correcto. O que será mais certo e o que levará este país a não cometer erros sucessivos como os dos últimos 20 anos. Quem é o responsável, ou responsáveis torna-se irrelevante para esta questão. Õlhar menos para o passado e tentar resolver os problemas presentes pensando num futuro para este país. Com ou sem ajuda. Com ou sem a Troika. Porque quem vai ter que levantar o país somos todos nós, através do nosso trabalho, do nosso dinheiro e da nossa vontade em participar e ajudar. Porque não nos podemos iludir, todos nós também temos a culpa do país e das suas instituições estarem no estado em que estão. Comprámos as ilusões que os outros criaram. Fomos tão enganados como o vizinho e tão crédulos que estava tudo bem que não nos importámos com os avisos e as chamadas de alerta constantes.

E por isso peço que votem com bom-senso, que é algo que falta a todos nós, de algum tempo para cá.