sexta-feira, 22 de julho de 2011

Movie Quotes 1

Título Original: Ferris Bueller´s Day Off
Ano: 1986
Realizador: John Hughes
Actores: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Jeffrey Jones, Jennifer Grey.







Ferris: ...Hey Cameron, your realize that if we played by the rules we´d be in gym?


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Ferris: If you´re not here in fifteen minutes, you can find a new best friend.
Cameron: You´ve been saying that since the fifth grade.


Cameron: Ok, Ferris. Can we just let it go, please?
Sloane: Ferris, please. You´ve gone too far. We´re going to get busted.
Ferris: A/Youcan never go too far; B/If I´m going to get busted, it´s not by a guy like that.


Ferris: Cameron has never been in love - at least, nobody's ever been in love with him. If things don't change for him, he's gonna marry the first girl he lays, and she's gonna treat him like shit, because she will have given him what he has built up in his mind as the end-all, be-all of human existence. She won't respect him, 'cause you can't respect somebody who kisses your ass. It just doesn't work.


Ferris: Life moves pretty fast. If you don´t stop and look around once in a while, you could miss it.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Contribuir, para quê?

O governo vai extinguir o chamado "Comité de Estratégia" da Empresa Pública CTT Correios de Portugal. Este Comité foi descoberto pela Comissão de Trabalhadores e relatado este facto à Inspecção-Geral das Finanças, ao primeiro-ministro e ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações apontando para uma gestão danosa por parte da administração dos Correios. A liderança deste Comité era feita pelo ex-Presidente da instituição, Luís Nazaré.

A extinção deste Organismo vai permitir ao accionista, neste caso o Estado, poupar mais de 130 mil euros por ano, o que representa 15% da remuneração anual fixa dos órgãos sociais da Empresa CTT: "...Parece-nos haver fundamentação suficiente que justifique a extinção do comité de estratégia dos CTT", revela um documento assinado, nada mais nada menos que pelo ex-Secretário de Estado Paulo Campos, envolvido em escândalos recentes junto desta empresa como o branqueamento de um CV por parte de um administrador e da introdução de vários amigos/colegas na mesma instituição.

Este comité de estratégia foi criado em Julho de 2008 - altura em que Luís Nazaré deixou a Administração da empresa, dando lugar a Estanislau Mata da Costa n(entretanto já demissionário) - e é composto por um Presidente e dois Vogais. O primeiro recebe um vencimento de 3.565 euros por mês e cada um dos vogais ganha 2.860 euros.

A decisão de extinguir este comité teve por base as conclusões da auditoria realizada pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) que indicavam que deveria "ser equacionada a reestruturação orgânica dos CTT, em linha com a orientação expressa na resolução de Conselho de Ministros de 4 de Janeiro que prevê a redução de 20% do número dos membros dos órgãos de administração, chefias e estruturas de direcção. Essa racionalização evitaria a duplicação de funções e o acréscimo de custos dela decorrente". Esse relatório vai, ainda, mais longe e propõe a extinção do tal Comité de Estratégia "...no âmbito das medidas tendentes a uma redução dos custos operacionais da empresa e no âmbito das orientações estratégicas definidas para 2011".

Esta auditoria realizada pela DGTF pretendia analisar as funções deste organismo e verificar se o mesmo se encontrava sustentado em critérios de economia, eficiência e eficácia. Contudo, a auditoria concluiu que, tendo em conta os dados disponibilizados pela empresa, não foi possível "retirar conclusões quanto às vantagens ou não da existência do Comité de Estratégia e quanto à justificação do seu custo".

Apesar de reconhecer a importância dos temas que este organismo iria abordar - analisar novos projectos de internacionalização (Angola), criação de um modelo de negócio para os serviços financeiros em alternativa ao banco postal (novo modelo institucional sem licença bancária) e desenvolvimento de um modelo orgânico e operacional para a futura unidade de serviços partilhados - a auditoria admite que pode existir duplicação de funções na empresa do Estado, já que os CTT contam também como uma direcção de estratégia e desenvolvimento.

Os Correios dizem, no entanto, que "as funções desenvolvidas por cada uma destas estruturas são distintas e visam objectivos substancialmente diferentes, não se verificando qualquer sobreposição de funções".

Fonte: Jornal I

segunda-feira, 4 de julho de 2011

As novas tarifas da EMEL.

Hoje entraram em vigor as novas tarifas de custo e de tempo da EMEL no centro da cidade de Lisboa. Menos tempo por mais dinheiro, parece ser o lema que faltou escrever nos lugares de estacionamento que a partir de hoje serão pintados a vermelho.
A confusão que gerou em algumas pessoas foi grande e trazer medidas drásticas destas para o centro da cidade pode vir, a curto prazo, a ser uma irracionalidade de um município que, cada vez mais, se esquece que a sua população residente vai descendo a cada levantamento urbanístico que se realiza e que são cada vez mais os visitantes que vêem trabalhar todos os dias para o centro que o alimentam e lhe dão vida, dinheiro e futuro.


Grande parte da população vive nos arredores de Lisboa. Isto implica o deslocamento das pessoas a um nível diário. É assustador, não posso negar. Mas a solução que o Município resolve dar é negar, cada vez mais, o acesso ao centro da cidade em automóvel? É triste ver que assim é, e ficamos com pior ideia ainda quando vemos o Presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina afirmar que mais importante do que o preço de estacionamento é a falta de lugares para quem se desloca a esta zona de Lisboa. Segundo ele já foi manifestada a preocupação junto do vereador da mobilidade de que não faz qualquer sentido a baixa ter quase todas as suas ruas, salvo raras excepções, dedicadas apenas a residentes.


Esta atitude é de louvar em países onde existem alternativas reais de trazer as pessoas dos arredores para o centro comodamente, a preços razoáveis e de forma célere. Nunca se pode tomar atitudes destas pensando apenas de um lado da barricada, pensando que empresas como a Carris irãp aumentar o número de carreiras para chegar a toda a gente que queira deixar o seu automóvel em casa, ou que o Metro irá criar mais estações em zonas limitrofes à cidade de Lisboa, como Algés, Sintra, ou Loures.
Não se pode ser tão egoista e pensar apenas em dinheiro, porque no fim de contas isso é o que conta aqui, é uma forma de ir buscar mais receitas a um poço sem fundo chamado EMEL.

Eu defendo mais estacionamento fora das ruas e artérias principais. A Câmara Municipal de Lisboa tem que pensar seriamente na transformação de edifícios devolutos em silos automóveis, quer para residentes quer para o público em geral. Já realizaram obras dessas na baixa e devem continuar nesta aposta, que se amortiza com o passar dos anos, através de parqueamento público gerido pela própria EMEL, como de resto já acontece, por exemplo, na Avenida Casal Ribeiro. E não me digam que com avenças mensais a rondar os 150 euros não conseguem ter lucro de um espaço que pouco, ou nada, tem de manutenção e limpeza! Limpem as ruas e deixem os peões andar em passeios pouco largos, mas livres de pilaretes, de carros em cima do passeio e de motas que estacionam à porta de casa com um cadeado num qualquer semáforo da cidade.

Nobre agora é Nobríssimo!

Hoje fomos recebidos com a notícia que dá conta da renúncia de Fernando Nobre ao cargo de Deputado.
Como já vem sendo hábito neste senhor, o dom da palavra não é o seu forte e resolveu escrever, por carta, a sua renúncia à Assembleia da República, sem sequer informar o grupo parlamentar que lhe deu assento, o PSD.
Após ter falhado por duas vezes a eleição de Presidente da Assembleia da República, no último dia 05 de Junho, o candidato aparece, agora, confirmar o que já tinha dita anteriormente em campanha eleitoral pelo, então, candidato a Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho. Na altura, Fernando Nobre causou polémica ao afirmar que renunciaria ao cargo de Deputado se não vencesse a eleição para Presidente da Assembleia.
Assim dito, assim feito. Estranho não é a acção em si, estranho é ver um homem que já jurou tanta coisa e nada cumpriu. Por uma vez, não dá o dito por não dito, por uma vez, agradeço que cumpra a sua palavra de honra.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sentir o País não é o mesmo que ser o País.

Só em Portugal existe uma lei assim, que permite a qualquer criança/bebé ter primeiro o Cartão de Contribuinte (neste caso, o número, para efeitos de IRS) e só mais tarde o Cartão de Cidadão (para inscrição na escola, por exemplo).


Este é o exemplo de cidadania neste país. Este é o sentido em que andam repartições de Finanças, Lojas do Cidadão e afins. Em todos os documentos de registo de uma criança se pede primeiro o número de contribuinte e só depois, o do cartão de cidadão, sendo que neste caso é facultativo.


É o mesmo que dizer que estas crianças já nascem para contribuir para a dívida, ou até mesmo nascem para a pagar! É, ao mesmo estranho, pensar que elas são consumidoras antes de serem cidadãos...

Incertezas

Com tanta "indepêndencia" no Governo (desde Ministros a Secretários de Estado) estaremos perante um novo paradigma da Política em Portugal? Estaremos nós a tentar não identificar nenhuma (ou todas) as cores partidárias com o Governo?


Até há bem pouco tempo era impossível identificar onde começava o PS e onde acabava o Governo. Um era o outro e vice-versa. E agora? Será que vamos ver vozes de discórdia a aparecer não só nos "típicos" partidos da oposição mas dentro do próprio PSD?


De um aspecto este Governo já não se livra: apresenta um panorama renovado, uma lufada de ar fresco num ar que se tornou irespirável ao longo de décadas, e transformou o Governo num lugar de esperança. Por enquanto, apenas esperança.


O tempo dirá se a certeza joga a seu favor e se as decisões que se tomarem serão bem aceites, revolucionárias da vida socio-económica portuguesa, da tipificação de uma vida que nos habituámos a viver e da qual, agora, temos que sair em direcção à incerteza que se segue. Apenas nós contamos e apenas nós podemos escrever esse futuro.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os Podres Aparecem.

Mário Machado, dirigente da Frente Nacional, garante ter em seu poder documentos que comprovam o favorecimento da Família Sócrates nos casos do Freeport de Alcochete e da Cova da Beira.


Machado encontra-se, actualmente, a cumprir pena de prisão no Estabelecimento Prisional de Monsanto e foi inquirido como testemunha arrolada pelo DCIAP atestando a veracidade dos ditos documentos, embora não tenha podido se pronunciar sobre o conteúdo do ponto de vista técnico.


Segundo o advogado de Mário Machado, este inquérito foi desencadeado após Rui Dias, no seu depoimento no Tribunal de Loures, em 2009, ter afirmado que Mário Machado e mais seis arguidos estavam a ser julgados por associação criminosa, extorsão, sequestro e outros crimes por terem em seu poder documentos de fluxos financeiros que, alegadamente, envolvem familiares do primeiro-ministro cessante, José Sócrates, nos processos Freeport e Cova da Beira.
Rui Dias, que também hoje presta declarações no DCIAP, disse em tribunal que tem documentos que referem o desvio de 383 milhões de euros, envolvendo o tio, o primo e a mãe de José Sócrates.
Será que vamos ter um Ex-Primeiro-Ministro num banco dos réus de um Tribunal? Começa a novela e os próximos capítulos prometem ser bem quentes...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Trabalho em Portugal (parte 04)

Facto #04


Dou comigo a olhar, sorrateiramente, para um colega que está na mesa em frente deste "open space" imenso. Sinto que estou a ser observado ou, pelo menos, sinto que alguém está a olhar para mim enquanto trabalho. Sinto-me incómodo e tento confrontá-lo cara a cara, nos olhos.


Quando o faço dou de caras com este meu colega a olhar para o "infinito". Olhos perdidos e movimentos parados. E tenho uma sensação de "dejá-vú"...


É que isto acontece várias vezes. Este homem pára tudo e fica assim durante (e não estou a exagerar...) pelo menos uma hora. Já pensei se não estará a fintar o destino ou, simplesmente, a dormir acordado. A segunda possibilidade parece-me muito mais plausível.


São 15h e ele está nisto há uns 20 minutos. Sei perfeitamente que dentro de, aproximadamente, uma hora vai levantar-se. Vai pegar no seu casaco, colocado estrategicamente nas costas da cadeira e, como se já estivesse atrasado para um qualquer encontro importante, vira-nos as costas e diz num murmúrio quase inaudível: ..."´té manhã..."


E fico a perguntar-me como é possível um homem feito, com 30 anos de trabalho, passar as tardes assim. O que é que ele diz à mulher quando chega a casa? Que está cansado? Que não aguenta mais esta canseira de trabalho?


E se fosse o único a ter este tipo de atitude eu até podia ter alguma compaixão, mas não. O pior deles todos está lá atrás, bem lá no fundo. Leva os dias inteiros sem que lhe chegue uma única tarefa (verdade seja dita que também nunca o vi procurar...) e tenta, em vão, entreter-se as 8 horas diárias de suposto e obrigatório "trabalho". E como é que ele faz isso, perguntam vocês?


Joga o mais aborrecido jogo que existe à face deste planeta: vulgarmente conhecido como o Solitário do Windows. Uma e outra vez. E depois um pouco mais. Até serem 16h30. Aí levanta-se e vai à vida dele, que já se faz tarde. Que raio de vida. Que raio de trabalho que esta gente não tem e acha que tem. Há quanto tempo dura isto? Eu só cá estou à um ano, e esta gente leva décadas nesta morte lenta?


E assim se trabalha em Portugal.

Acumular.

Alguém me sabe dizer se há alguma legalidade em acumular cargos junto com a acumulação de ordenados?

É que algo me cheira a esturro e ainda não sei bem de onde vem o fumo...

Os que aguardam à porta...

Meu deus, nem vos passa pela cabeça a quantidade de vozes de discórdia que surgem a cada dia que passa, este sítio chamado emprego.

Desde o dia 06 de Junho que este sítio se tornou num rodopio de uns que querem entrar e alguns que querem sair...

Para mais, depois de assistirmos impávidos a cortes orçamentais propostos e previstos para o ano que vem, não haverá muitos que queiram, de facto, cá ficar. Assim sendo, por cá estarei até próxima notificação.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Palmas, meus senhores, palmas.

A primeira decisão deste novo Governo será a criação de um Organismo independente do Estado capaz de repor alguma confiança em Portugal relativamente aos mercados internacionais, através de uma transparente análise à execução orçamental do Estado Português.


Segundo informação da TSF, este Organismo seria criada pelo Banco de Portugal, pelo Tribunal de Contas e por uma série de personalidades independentes (portuguesas e estrangeiras). Este Organismo seria responsável, igualmente, de controlar as finanças de todas as empresas públicas e das autarquias a nível nacional.

Socialistas são apagados do mapa Europeu.

Espanha é, actualmente, a nação que comanda um pequeno grupo de países com Governos progressistas no seio da União Europeia. Mas, visto à lupa, o Governo de José Luis Rodriguez Zapatero, que sofreu no último 22 de Maio uma derrota histórica e estrondosa nas Eleições Municipais e Autónomas, é mais um caso de resistência de um governo Socialista Europeu ainda em serviço.

Até ao último fim-de-semana, Portugal, Grécia, Eslovenia e Chipre seguiam juntos na caminhada Socialista. Mas com a caída do Governo de Sócrates este clube é agora mais pequeno, selecto e débil não conseguindo fazer frente à ascenção poderosa dos partidos conservadores e liberais da maior parte dos governos Europeus.

A Esquerda Europeia, identificada na sua generalidade com a Social Democracia, sofreu um castigo por parte dos eleitores e dos pecados que estes cometeram frente à crise económica. O caso português foi mais uma demontração desse mesmo facto que está a devastar a política europeia de uma ponta à outra sem dó nem piedade. Em Portugal estes resultados ainda tiveram maior impacto após o resgaste da União Europeia e do FMI de cerca de 78.000 milhões de euros nos quais o novo Governo terá agora que submeter-se a todas e quaisquer exigências.

Zapatero, em Espanha, teve que aceitar, nas anteriores eleições, uma derrota pesada que o próprio PSOE não estaria à espera. Foi o pior resultado de sempre da história do partido, deixando-o a quase 10 pontos percentuais de distância do PP e cerca de 2 milhões de votos a menos. Resta saber se foi um meramente um aviso ou um ultimato.

O resgate de mais de 110.000 milhões de euros à Grécia, ainda assim, não fez mossas no Governo e no seu Primeiro-Ministro, Yorgos Papandreu, que assumiu o cargo em Outubro de 2009, após vencer nas eleições o Movimento Socialista Panhelénico, de Kostas Karamanlis. Juntamente com Grécia e Espanha, os outros Chefes de Governo de esquerda ainda no poder são o Social Demócrata Borut Pahor, na Eslovénia, desde Setembro de 2008, e o Governo de Dimitris Christofias no Chipre, com a particularidade de ser o primeiro comunista a liderar o país.

Os pesos pesados da Comunidade Europeia (França, Reino-Unido, Alemanha e Itália), todos têm governos conservadores, mesmo que não tenham, até agora, gozado de mandatos tranquilos. Em Londres houve um não rotundo, com cerca de 70% do votos, em relação à reforma do sistema eleitoral. Em París, os socialistas começam, agora, a ver a luz ao fundo do túnel após a vitória sobre o partido de Nicolas Sarkozy, nas últimas eleições. Já Sílvio Berlusconi acabou de sobre, nas últimas eleições municipais, uma dura derrot. E em Berlim, a Chanceler Angela Merkel tem em mãos um problema grave com a pressão exercida pelos liberais e pelos Verdes.

Á direita estão, igualmente, países como a Polónia, a Dinamarca, a Holanda, o Luxemburgo, a Finlandia e a Estónia. Mesmo a Bélgica, que leva um tempo record sem governação, está a ser administrado pelo demócrata cristão Yves Leterme.

Como tal é fácil tirar a ilação de que tudo vem em ciclos e que o Socialista está a chegar a mais um final, por esta Europa fora. Não é alheia a razão destas sucessivas derrotas de esquerda e um piscar de olhos em direcção à direita mais conservadora. Será a solução ou apenas um escape momentâneo? Só o tempo o dirá.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Acabou-se.

E assim começa uma nova era. Assim começa o Português a acreditar que é possível fazer mais e melhor. Assim se vê como a Democracia, quando funciona, é de facto um acto útil, importante e sincero.


Ontem não houve desculpas nem tempo para elas. Se o PSD perdesse nunca mais ouviriamos falar de Pedro Passos Coelho. Desapareceria do mapa político nacional para nunca mais voltar, como outros (Fernando Nogueira, por exemplo). Mas, quis o destino, que assim não fosse e revelou-se um candidato pecador em muitos aspectos mas que todos os portugueses esperam ver como um Primeiro-Ministro capaz, honesto, sincero e trabalhador. Capaz de servir de exemplo e de saber motivar os milhões que por aí andam perdidos e sem rumo.


O castigo a José Sócrates foi justo. Encadeado pelas mesmas luzes que o ajudaram a "iluminar-se" ao longo destes 6 anos, suava sem parar, levava a mão à testa como alguém que estava aflito e que não tinha como não o mostrar. Sozinho, como sempre se pautou e destemido como sempre se mostrou. Enfrentou as câmaras e não teve a agilidade de outros tempos frente à troupe de jornalistas que lhe disparavam perguntas incómodas, sem que ninguém o interrompesse, sem que ninguém lhe indicasse a porta de saída. Aquilo que muitos portugueses lhe indicaram durante tanto tempo. Foram cerca de 40 minutos de desculpas e de culpabilização. Muitos ouvintes e poucos apoiantes. Todos prontos, como abutres, à espera da sua oportunidade. Ainda antes da entrada em cena de Sócrates, já Manuel Alegre dizia que se esperava este resultado. Já Isabel Alçada falava, enquanto outros calavam, e lançava dados para quem tivesse dúvida da incompetência no cargo desta senhora (eu fiz isto, eu fiz aquilo e...nada).


Pelas perguntas feitas a Sócrates deparamo-nos com o primeiro sinal de mudança. Acabou a "censura" à imprensa e ontem tudo foi permitido. Até perguntar pelos casos jurídicos pendentes que o aguardam para lá da porta de São Bento. Ao mesmo tempo todos podemos concluir que a saída da vida política de José Sócrates, saturado e com uma imagem demasiadamente desgastada, irá resultar numa colheita do sector privado daquilo que andou a semear durante anos no público. Irónico, inevitável e triste.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Atingir a Perfeição é Possível.

Este Domingo, dia 05 de Junho, vamos ter em mãos a decisão que pode virar o rumo deste país. E pode é uma palavra que deve ser aplicada, neste contexto, com exactitude e precisão. Pode porque se nada mudar vamos mostrar que nos resignámos. Vamos demonstrar uma terrível apatia com a situação actual que hoje o país atravessa.

Essa situação, que se vive a todos os níveis sociais em Portugal, é a situação de cada um de nós. E dentro de cada um de nós estão os nossos próprios problemas, as nossas próprias frustrações e as nossas próprias soluções. No entanto, essas soluções não podem ser desviadas do tema central destas eleições.

Portugal vive hoje um dilema entre as escolhas que deve tomar, quando na verdade, as escolhas são exactamente aquilo que já não tem. Portugal não pode perder mais tempo a errar com escolhas pouco acertadas ou escolhas das quais mais tarde se possa vir a arrepender. E com isto quero apenas dizer que quem quer que saia vencedor das eleições de dia 05 tem que ter um país atrás que lhe passe confiança e lhe transmita a serenidade de governar um país que não se quer deixar governar. A História assim já o provou, uma e outra vez...

Não se trata mais de escolher uma cor partidária, não se trata mais de escolher um líder político, não se trata mais de escolher um discurso em detrimento de outro, não se trata mais de escolher um ideal acima de outro. Trata-se de muito mais que isso. Trata-se de fazer uma escolha acertada e da qual não nos podemos arrepender. Trata-se de acreditar em nós e nas capacidades de um País e dos seus habitantes, quer eles sejam Portugueses ou Emigrantes Estrangeiros.

Temos que acreditar que todos têm algo para dar e todos podem dar muito mais do que aquilo que pensam ter dado até agora. Trata-se de agarrar a oportunidade que nos dão, dia-a-dia, e não largar. Trata-se de obedecer e fazer-se obedecer. Trata-se de ouvir e fazer-se ouvir. Trata-se de criar ordem e justiça no local de trabalho. Temos que aprender a fazer cumprir datas e horários para que não existam desculpas para criar o erro. Forçar a exactidão de cálculos e projecções para não existirem derrapagens. Não se gastar recursos onde eles já não existem. Deixar um lider liderar é tudo isso e mais. É obedecer, fechar os olhos e acreditar. Mas não apenas isso, é trabalhar em conjunto e criar um país unido em torno dos mesmos objectivos.

Crescer não faz parte do vocabulário da maior parte das empresas portuguesas a operar no mercado nacional. Subsistir e sobreviver são muito mais facéis de pronunciar e alimentando expectativas só leva a desilusões, pelo qual, as empresas apontam para baixos objectivos na esperança de atingirem tais metas. Ainda assim, quando falham pedem ajudas, quando falham pedem "bóias de salvação" que nunca antes tinham existido. Interesses são levados em conta e sucedem-se os "fechar de olhos" para injectar dinheiro público em parcerias que não têm cabimento de existir.
Todos somos responsáveis por isso. Alguns mais que outros mas todos ficamos em casa a ler os jornais e a ver pela televisão esses acontecimentos e apenas abanamos a cabeça, enquanto outros sorriem de alegria porque ainda mantêm as suas empresas e os seus cargos de administradores intactos até uma próxima ajuda estatal.

Esta sectorização do mercado laboral tem que acabar. Todos contribuem para a alimentação da economia estatal e todos merecemos a mesma atenção. Mas para isso temos que cumprir com as regras que nos são impostas. E hoje, mais que nunca, há que rever certas regras laborais que existem no nosso país. O facilitismo não pode ser uma solução dentro das empresas. A desobediência não pode resultar num impasse. O despedimento não pode ser uma arma administrativa sem execução. Hoje, trabalhadores com contrato, nada temem. Apenas que lhes cortem salários e regalias. Temos todos que ter a noção que amanhã podemos estar na rua. Aprender a viver todos os dias com o risco e o que ele pode trazer de bom e de mau, para dentro de uma empresa. Nesse aspecto, não há muitas dúvidas que quem trabalhou já a Recibos Verdes, tem uma percepção do mercado de trabalho completamente diferente. Sabem que amanhã pode tudo ir pelos ares. Sabem que têm que dar tudo por tudo hoje e não amanhã porque pode ser tarde demais.

Nas empresas portuguesas existe este acesso total, permitido por chefias, a que o trabalhador exerça o seu cargo da forma que ele bem entender, desde que no final os objectivos tenham sido atingidos. Ora a questão é saber que métodos de trabalho são esses. Assistir a um trabalhador passar mais de metade do seu dia agarrado à internet ou a um jogo que exista no computador não pode passar incolúme. Não pode ser apenas objecto de comentário sarcástico. Tem que ter medidas drásticas e isso, hoje, não é uma realidade.

Estamos, rapidamente, a caminhar para um abismo que apenas tem uma solução. Essa solução passa, como já referi, por nós e por aquilo que queremos para Portugal e os nossos filhos. Iremos deixar este país livre de amarras e de constrangimentos quando são essas mesmas amarras que nos fazem crescer e nos fazem ser melhores?

Pensam no que podem oferecer a Portugal e pensem no que Portugal pode crescer com a vossa ajuda. Não podemos gastar mais recursos, mais dinheiro e mais imagem negativa com políticos corruptos, com empresas fantasma, com dinheiro sujo ou com auditorias falsas. Entreguem o vosso voto à utilidade do país. Não o gastem com quem não merece, ou com quem não consegue exercer o seu cargo na perfeição, porque é de isso que se trata agora: atingirmos a perfeição, se é que ela existe...

sábado, 28 de maio de 2011

E num Sábado qualquer...

Hoje acordo e dou com a notícia da morte de Gil Scott-Heron. Pai e padrinho do soul, e do jazz "político", que tanto me ajudou a perceber um país como os Estados-Unidos e as suas lutas cívicas, as suas convulsões económicas e as suas mudanças sociais aceleradas. Tudo isto, Scott-Heron foi mestre em capturar e satirizar num país cheio de contradições mas cheio de esperança e força.
Foi um dos músicos mais inspiradores. Um dos letristas mais dotados e simplistas na sua forma directa de aliar a música a letras de cariz politico-social. Um autêntico Bob Dylan negro, mas mais directo.
Tive o azar de o "conhecer" apenas há alguns anos para cá. Fiz dele a minha banda sonora, pelo menos uma vez por semana. E as ideias, as frases e os conceitos ficaram comigo, entre batalhas verbais e discursos corrosivos sobre esta sociedade que ajudamos, todos os dias, a crescer. Triste dia este, que morre um ícone que só amanhã será, devidamente, reconhecido.

Mas hoje, Sábado, acordo também, com a sensação de ter visto, ontem à noite, um dos filmes que irá, inevitavelmente, marcar a minha vida. Um filme que, sem sequer ainda existir, já vivia na minha mente há muitos anos. O filme é "The Tree of Life" e o realizador é o grande Terence Malick.
Filme que se vive como uma experiência tremendamente pessoal e intransmissível. Um filme que, por mais que se tente, não se consegue explicar, resumir ou definir. Nenhum cineasta filma como ele e o filme transforma-se numa narrativa experimental ao nível das nossas sensações em relação a uma série de temas recorrentes da filosofia moderna: porque é que estamos aqui? É apenas uma das questões levantadas e que, algumas pessoas, poderão ver a resposta em "The Tree of Life".

E por último, a notícia que hoje marca o dia. A uma semana de irmos a eleições, PSD e PS voltam a cruzar caminhos e encontram-se, exactamente, no mesmo sítio do que quando iniciaram esta caminhada eleitoral: num empate técnico sem razão e sem sentido, num país que recusa a mudança mas que ignora o passado. Triste sina e triste fado que se arrasta por esta gente que aqui anda...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O que os 3 amigos não viram.



Bela reportagem em volta da campanha do PS em Cuba, no Alentejo. Tudo desnecessário. Tudo uma perda de tempo e um gasto de dinheiro público. Que triste é ver a reacção efusiva de uns contrastando com a apatia e a resignação de outros. É o retrato de Portugal e da atitude derrotista, tão característica nossa.

A vida dos Políticos em Portugal.

A situação patrimonial dos dois candidatos a Primeiro-Ministro de Portugal, nas próximas eleições, esteve em análise no Correio da Manhã.


Tiveram acesso às declarações de rendimentos do ano de 2009 apresentadas no Tribunal Constitucional e concluíram que José Sócrates, por ter uma vida política activa desde 1986, tem vários rendimentos presentes no Tribunal Constitucional, enquanto que Pedro Passos Coelho apenas tem duas, sendo que uma delas (em 1995) aconteceu enquanto era ainda estudante, pelo que não declarou rendimentos.


No final de 2010, José Sócrates tinha uma situação patrimonial confortável. Exercendo o cargo de Primeiro-Ministro, ganhou 106.781 euros, no ano de 2009, não declarando, no entanto, qualquer sinal de débito o que significa que o apartamento localizado na Rua Brancaamp já se encontra pago. Igualmente pagos estão dois créditos pessoais, no valor de 45.225 euros, contraídos pela Caixa Geral de Depósitos.

Pedro Passos Coelho entregou a sua declaração de rendimentos em 2010 já como presidente do PSD e apresentando uma situação diferente da de José Sócrates. Como administrador da empresa Fomentinvest declarou ganhar 96.391 euros em 2009. Tem dois débitos bancários contraídos, um no BCP e outro na CGD, no total de 277.782 euros. É proprietário de dois apartamentos na zona de Massamá.


As diferenças não ficam por aqui: Sócrates, para além de viver no centro de Lisboa, a nível particular, é proprietário de um Mercedes-Benz, de alta gama. Já Pedro Passos Coelho é proprietário apenas de um modesto Opel Corsa e tem residência em Massamá.


Estas visões são díspares e servem para dar a conhecer de perto a situação económica de quem nos pode vir a governar. No caso de Sócrates será uma repetição, e no caso de Passos Coelho um deslumbramento de uma vida que nunca teve. Serão estes os homens certos, no lugar certo e na altura certa?

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Trabalho em Portugal (parte 03)

Facto #03

Levanto-me para ir à casa-de-banho e dou de caras com uma situação incómoda.

À beirinha de uma das mesas do "open space" onde trabalho, está reunido, cuidadosamente, um belo montinho de unhas. Sim, de unhas.

E quando dou por mim, estou parado, com uma cara de nojo tremendo a olhar para a mesa e, lentamente, a olhar para o "artista" que está a fazer este espectáculo público tão triste e deprimente.

E o pior é que o "artista" trazia calçadas uma belas sandálias, estilo romano, com meia branca e estava com uma delas em cima da mesa. E sim, as unhas não eram as da mão...

Segui o meu caminho e quando voltei a passar por ele, disse a mim próprio para não olhar, outra vez. E assim foi. Apenas fico com a memória de um momento inesquecível, pelas piores razões possíveis. E, assim é o trabalho em Portugal.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nova Ágora em Madrid.

Há já alguns dias que isto vem a acontecer e já há alguns meses que se vinha a prever.

Em Madrid, a escassos metros do Congresso dos Deputados, existe um outro Congresso em co-existência. Vários cidadãos decidiram criar um novo Parlamento no meio da rua. Em vez de filas de cadeiras repletas de deputados existem metros quadrados de pavimento ocupados por protestantes liderados por um "Presidente" que serve de moderador.
Este moderador serve de incentivo e de ouvinte de uma série de propostas. Vai anotando cada uma delas num bloco e, antes de passar à próxima, decide fazer um resumo da mesma. Existem 24 pontos abertos a propostas que, com o simples levantar de um braço, podem ser ouvidas. Existem várias comissões espalhadas pela Puerta del Sol, especializadas em áreas tão distintas como a Comunicação, as Infra-Estruturas ou a área Alimentar. E cada uma destas comissões estão localizadas em tendas de campismo. É a nova Ágora da Puerta del Sol. Os cidadãos falam dos temas em dia, com conversas umas mais amenas que outras, mas sempre com a participação civil no centro do tema.
Consideram injustas as regras aplicadas durante este Governo PSOE como a "Ley Sinde" (Ley de la Economia Sostenible - que, em resumo, é a lei que dá direito ao Ministério da Cultura da actual Ministra Ángeles Gonzales-Sinde, de encerrar páginas web que exponham os direitos de propriedade intelectual através de denúncias de particulares, de cantores, de uma discográfica, de uma televisão ou dos seus representantes legais, e sem qualquer intervenção jurídica, decidir no prazo de 3 dias, através de uma Comissão da Propriedade Intelectual, encerrar a página de internet visada).
Consideram injustas as regras aplicadas durante este Governo PSOE como a "Ley de Extrajeria", que aborda questões debativéis e polémicas como a impossibilidade de expulsar de Espanha qualquer emigrante que tenha algum filho inscrito numa escola pública, mesmo que este esteja em situação ilegal.
E todas esta "injustiças" são proclamadas através da praça por um megafone que debita ideias e alimenta polémicas.
"Temos que acabar com o apoio estatal à Igreja", diz uma mulher de um lado. "Devemos ajudar as famílias desalojadas e não os bancos", diz um homem do outro. E durante uma hora e meia, este moderador vai juntando estas ideias de modo a perceber o consenso das pessoas em relação a cada tema.

A manifestação deu-se no 15 de Maio e reuniu milhares de pessoas por Madrid. E a "nossa" manifestação da "Geração Rasca" serviu de mote. As pessoas indignadas com a situação económica, social e política em Espanha resolveram manifestar-se e decidiram criar este micromundo no seio da capital espanhola. Organizaram-se para garantir as necessidades básicas e, em seguida, começaram a articular um discurso possível de ser explicado à Sociedade Civil onde se expoem uma queixa global e generalizada contra as carências do sistema democrático vigente em Espanha. Tratou-se de criar um fio conductor capaz de aglutinar o amplo e heterogéneo número de pessoas que fazem parte deste movimento espontâneo. Um movimento que, para além das pessoas presentes na praça, junta agora o espírito colectivo de desencanto global de uma parte substancial da população. O movimento enche-se de apoios e três vezes ao dia existem assembleias públicas de debate.
Sábado vai-se dar uma última manifestação de reflexão. Um dia antes das eleições para o Ayuntamiento de Madrid. Na Segunda-feira, provavelmente, Zapatero terá que receber este jovens para os ouvir e oscultar a verdeira queixa da população manifestante.

Nas assembleias de ontem deram o seu apoio a uma série de propostas que, sumadas às sugestões que as pessoas iam deixando em várias caixas distribuídas pela praça, formarão a base do que se irá submeter a votação , criando um manifesto repleto de ideias e sugestões concretas. Aqui estão algumas:

- Abolir as leis injustas. Suprimir e substituir decretos como a Ley Sinde, o Tratado de Bolonha, a lei da emigração, a lei dos partidos ou a lei eleitoral. Todas as leis, denominadas, importantes, devem ser precedidas de um referendo democrático e popular.

- Fazer um referendo para votar e escolher entre a Monarquia e a República, enquanto alguns defendem o total desprendimento constitucional da Casa Real com a República vigente.

- Reformas fiscais que favoreçam as classes sociais mais baixas. Que pague quem mais tem e que o IVA seja um imposto progressivo. Para além destas medidas, pedem ainda que se nacionalize os Bancos que foram resgatados.

- Favorecer o transporte público criando uma rede de corredores para bicicletas e criando descontos nos passes para desempregados.

- Reformas nas condições laborais da classe política. Defendem a supressão dos ordenados vitalícios, a implementação do número de políticas e leis a concluir em cada mandado, listas eleitorais "limpas" e livres de deputados sem qualquer caso de corrupção política

- Desvinculação da participação do Estado na Igreja. A religião deve ser circunscrita a algo intímo bem como os juízes que se devem manter afastados da vida política.

- Democracia participativa e directa. Apostar por um funcionamento da assembleia com base nos seus cidadãos (bairros e freguesias) com apoio e divulgação na Internet e nas novas tecnologias.

- Melhorar e regular as condições laborais. Acabar com a precariedade salarial e o abuso do trabalho realizado por alunos com bolsas de estudo, estabelecendo um salário mínimo de 1.200 euros, com a garantia do Estado na procura de emprego e igualdade salarial.

- Encerrar imediatamente as centrais nucleares espalhadas pelo país e apoiar a economia das energias sustentáveis.

- Recuperação das empresas públicas que sofreram privatizações.

- Redução no gasto com os militares, encerrando fábricas de armamento e recusando qualquer intervenção militar no estrangeiro.

- Recuperar a "Memória Histórica" condenando qualquer uso do Franquismo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Merkel errou.

A Chanceler alemã atacou ontem os países do sul da Europa, referindo que tinham dias de férias a mais e que a idade da reforma era excessivamente baixa. Ora a senhora Merkel, que tem fama de ser metediça esqueceu-se que os números referem uma história diferente. Bem diferente. E se ao nível da produtividade pode-se discutir com os alemães, ao nível do número de horas de trabalho por semana é totalmente injusta estas afirmações difamatórias. Até porque a Alemanha, dentro da zona Euro, é apenas a segunda nação com mais horas de trabalho (35,7) enquanto que Portugal é o quarto país onde se trabalha mais (38,9). Á nossa frente apenas se situam a Eslovénia, a Eslováquia e, curiosamente, a Grécia com 42,5.


Há que ser cuidadoso e ter algum tento na língua, porque deitar abaixo uma nação já de rastos é das tarefas mais simples que há. E dizer que em Portugal é só sol e praia e que o trabalho fica para segundo plano é de uma injustiça tal que é o mesmo que nós dizermos que na Alemanha eles trabalham a correr para poderem sair cedo para ir ao Festival da Cerveja enquanto têm luz do dia. Haja quem nos defenda.